As drogas são o mal do século, é o que dizem. O maior problema do nosso país é com certeza o tráfico, que gera balas nos crânios de nossos maridos e crianças roubando dinheiro de nossas casas.
Drogas causam dependência e também, satisfação. Sendo assim, poderíamos classificar tudo como sendo como drogas más, drogas boas, ou simplesmente coisas desinteressantes. As coisas desinteressantes não deixam de ser menos importantes, mas mesmo assim, não tem o mesmo poder sedutor das drogas.
Heroína, cocaína, ritalina, ou terapia. Qual das drogas parece ser a boa? As doenças da mente, por mais banais que sejam, sempre têm uma cura. Seja ela encontrada numa cadeira de um psicólogo, nas palavras de um espiritualista oportuno ou num copo cheio de vodka.
As coisas certas e erradas começaram a ser classificadas como cômodas ou não. Um erro de dimensões paralelas, uma comparação sem critérios.
Hoje tudo que não aceitamos é doença. As mães costumavam mandar seus filhos para escola mesmo que estivessem sofrendo o famoso bullying.
O que faz o jovem busca numa agulha não é o mesmo o que uma senhora de classe alta busca num psicólogo? São apenas métodos diferentes de tratamento.
A doença da sociedade é justamente dar essas soluções. Torna as coisas mais fáceis, conformes, certas. Maneiras impessoais de se racionalizar um problema se transformam na melhor opção.
As revoltas não existem mais. Uma pílula cura o extresse temporariamente, um programa na tv distraí nossas mentes fúteis, e assim; esquecemos. Esquecemos e nos viciamos com a facilidade dos meios.
Heroína e Terapias,
domingo, 1 de maio de 2011 § 0
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