domingo, 1 de maio de 2011 § 0

Sabe, as vezes sinto que tenho que dizer tantas coisas. Jogo o papel na mesa, ponho o lápis entre os dedos, e parece que aquele comichão não vai passar nunca. O lápis roça entre meus dedos, lastimando os calos que um dia, colidiram contra o mesmo lápis; e pelo menos; escreveram algo produtivo. Não acho que seja culpa de minha mãos. Não é um problema de minha voz, porque eu sei, muito bem, que foi por causa dela que eu comecei esta saga. Não acho que seja culpa da minha cabeça. Nem do meu coração, porque, eu nunca culpei-o por nada. Talvez seja um tipo de órgão que falte em mim. “Entendimento”. A cabeça já é muito ocupada para cuidar só dessa área, justifico seu mal funcionamento por ser sobrecarregado. “Paciência”, “Temperança”, tudo isso devia vir num pedaço de carne instalado sem falhas em nossos corpos. Sem citar teorias de criacionismo e mitologias banais, deus deveria ter cuidado disso. Mas claro! Isso é o que faz os humanos mais interessante, e bláblá… Sinceramente, acho que não estou com mais paciência para pensar assim. O egoísmo anda muito bem, obrigada.

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