“Londo Brigde Is Falling Down,
Londo Brigde Is Falling Down,
My Fair Lady~”
1, 7, 80, contava os tocos de dedo daquela coleção macabra e logo desistia. “Número são fujões. Quando eu conto 1, o outro já está lá em cima, bem lá perto do teto e da luminária e saem pelas janelas da rua para dentro de casa”
E guardou os dedos, rindo sozinho; “Quero guardar meus dedos também, mas isso vai doer, principalmente se for de baixo da cama”.
Eles estava guardados dentro de caixinhas coloridas com aroma de baunilha, dentro de outras caixonas, dentro de suas gavetas subterrâneas que ficavam atrás da porta.
Continuaria a cantarolar aquela melodia que era ritmada pelos murmúrios dentro da própria cabeça se não fossem os ofegos do boneco estirado na cama de aço frio estrebuchando feito um animal.
“Shhh! Vão ACHAR vocêê! seus pais, eles não sabem que você quer ficar aqui ficando bonito e guardando dedos para seus pais de outras janelas e outras partes dos pais”
Aproximou-se e bagunçou os cabelos do então amigo, pintado-os de cores frias fosforescentes, logo depois de descartar as caixinhas pro lado de lá.
Então voltou a fazer outra coisa, não essa com os dedos, mas fazer algo, só fingindo, pelo título, mesmo.
Na verdade, Delírio estava fazendo muitas coisas importantes, afinal, ele era mesmo; o D-E-L-Í-R-I-O.
Aquele que entorpece nossos sentidos, que entretêm nossos neurônios, que nos dá o ápice do prazer carnal ou a mais aterrorizante visão.
Porque Delírio não é como seus irmãos maiores, Sonho, ou Desejo, o garoto nos dá o que ELE quer. A marionete que caiu das mãos do Deus onipotente, passou pelo inferno e deu-se no que quis.
Quando os anjos e os homens ainda eram amados por Ele, Delírio foi Deleite. Mas como Destruição disse, em um dos seus poemas com ares italianos, “Eles já não precisavam mais de nós”. Assim como encontrariam deleite em artifícios da modernidade, os homens, seus mestres, conseguiriam destruir-se sozinhos.
E foi por isso que ele se perdeu, por falta de malícia, caiu na lábia de uma demônio, de algum submundo de qualquer universo pagão.
Cumprindo a mais nobre das funções dos Perpétuos: enlouquecer os humanos. Por mais que sejam espertos, em meio ao caos, não conseguem construir o que Delírio lhes proporciona.
Ninguém lhe havia dito como fazer isso. Mesmo que tivessem… teria esquecido. Ou guardado em algum bolso do céu vermelho do Tempus Fragit.
sábado, 5 de novembro de 2011 § 0
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- Author: Sick
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Aquela uma.
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