Não estou com cabeça para começos agora,
Escuta, isto é um pedido de socorro: a realidade me capturou.
Não é como esses sérvios malvados que insistem em me caçar nos sonhos, penso até que é mais perigoso que os russos e seus ares rangentes, SIM, AQUELES RUSSOS DA RÁDIO!
Não é nada metálico, esperava que fosse,
Não, mãe, não: sabe o que é? Não nem eu
Não sei, só sei que me arrasta
arrasta
arrasta
agita (rabisco)
Fode com a cabeça da gente
Quebra nossos pés regurgitantes em tiques nervosos, molha nossos olhos, quebra nossos risinhos infantis,
Eu consigo lidar com todo esse gelo dentro de mim, assim:
É só descongelar. Uma geladeira com crise existencial, vomita: vomita esse gelo, irmão!
Mas, escuta - você está me escutando? -
Esse calor, ahh, esse calor, se não sair pelo cu sai pelo nariz.
SANGRA! Engraçado, sangra, sangra pelo nariz, chafariz, meretriz, rima infeliz!
Borbulha e ferve toda essa água dentro da gente, evapora;
Quanto tempo vai demorar pra mudar mesmo?
Hein, astros? MUDEM MINHA SORTE OU EU MUDO DE PAGANISMO!
Até macumba eu aceito, mas muda, passa essa fase, passem águas, passa vapor.
Esvazia mente, foge dele, sua boba!
Corre de mim.
Certo, sinceridade, eu não quero que mude.
Então, espera, mudou?
Mudou pra pior, pra piorar.
sábado, 5 de novembro de 2011 § 0
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- Author: Sick
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Aquela uma.
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